Diagnóstico e tratamento de TDAH em adultos com atendimento por videochamada para todo o Brasil.
Sou Dra. Sofia, médica psiquiatra. Atendo adultos com TDAH por videochamada para todo o Brasil.
⚠️ Atendimento exclusivamente particular. Não atendemos planos de saúde.
Você começa uma tarefa e abre dez outras antes de terminar. Esquece compromissos importantes, não por descaso, mas porque a informação simplesmente não ficou. Tem projetos pela metade que te enchem de culpa. Em reuniões, sua mente viaja enquanto você luta para se manter presente.
E você se pergunta, em silêncio: "Por que parece tão difícil para mim o que parece simples para os outros?"
O TDAH não é uma condição infantil que desaparece aos 18 anos. Aproximadamente 60% das crianças com TDAH continuam apresentando prejuízos funcionais significativos na vida adulta. E uma parcela ainda maior de adultos jamais foi diagnosticada na infância, especialmente mulheres, que tendem a internalizar os sintomas, compensar com esforço redobrado e chegar ao diagnóstico décadas depois, esgotadas.
O TDAH não diagnosticado no adulto frequentemente se esconde por trás de ansiedade crônica, depressão recorrente, relacionamentos prejudicados, carreira abaixo do potencial, e de uma narrativa pesada de "não ser suficiente".
Você não é insuficiente. Você tem um cérebro que funciona de forma diferente. E isso pode ser compreendido, cuidado e, em grande medida, transformado.
O TDAH é uma condição neurodesenvolvimental com forte base genética (herdabilidade de 70-80%). Não é criação dos pais, não é resultado de excesso de tela, não é falta de disciplina.
O córtex pré-frontal, o "executivo do cérebro", responsável por planejamento, controle de impulsos, foco e gerenciamento do tempo, depende de níveis adequados de dopamina e noradrenalina para funcionar bem. No TDAH, esses sistemas estão disfuncionais: os transportadores removem a dopamina das sinapses mais rápido do que o necessário. O resultado é um córtex pré-frontal que precisa de muito mais esforço para funções que, em outros cérebros, são automáticas.
A rede de modo padrão, que se ativa durante devaneios e repouso, não "desliga" adequadamente quando a pessoa com TDAH tenta focar. É como tentar ouvir música com outra tocando ao fundo. Ao mesmo tempo, a rede de controle executivo tem menor ativação durante tarefas que exigem atenção sustentada.
O TDAH afeta profundamente a forma como você se relaciona consigo mesmo, com o tempo, com os outros, com o seu próprio potencial. Muitos adultos carregam anos de narrativas internalizadas de fracasso. Parte do cuidado é também ressignificar essa história. Além disso, sono, alimentação, movimento, estrutura de rotina e ambiente de trabalho influenciam diretamente o funcionamento executivo, e fazem parte do plano de tratamento.
Diagnosticar TDAH no adulto exige rastrear a história desde a infância, excluir condições que mimetizam o quadro (ansiedade, depressão, apneia do sono, hipotireoidismo), avaliar comorbidades (60-80% dos adultos com TDAH têm pelo menos uma) e usar escalas validadas. A avaliação olha para quem você é hoje, e para a trajetória que te trouxe até aqui.
Estudos mostram que exercício aeróbico regular tem impacto direto e mensurável na dopamina e noradrenalina pré-frontais, funcionando como um "estimulante natural" para o sistema executivo. Sono de qualidade é fundamental. Rotinas com estrutura visual (listas, alarmes, blocos de tempo) respeitam como o seu cérebro processa informação, em vez de lutar contra ele. E a psicoeducação, entender como o seu cérebro funciona, é em si terapêutica.
TDAH raramente vem sozinho. Depressão, ansiedade, insônia, transtorno de uso de substâncias, cada elemento é avaliado e tratado na sequência adequada, sem apressar o processo.
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